Não temos um plano... de país

  • 19/12/2020


Ainda existem 1,8 milhão de crianças no trabalho infantil no Brasil Rede Globo Pense em mais de 700 mil crianças brasileiras. 700 mil. É esse o número de menores que exercem no país atividades consideradas perigosas: manuseio de máquinas pesadas, objetos cortantes e material tóxico. Esse é um dos dados revelados pelo IBGE nesta semana. Após três anos no escuro, voltamos a ter uma ideia do quadro do trabalho infantil com essa pesquisa. Ainda são, no total, 1,8 milhão de crianças e adolescentes, a maioria meninos e negros, a enfrentar essas condições. Poderíamos comemorar que esse número já foi maior - foi registrada uma queda de 16,8% em 4 anos na quantidade de crianças no trabalho infantil - mas esses são dias de perceber que temos país sem um plano... de país. Da Brasília sempre tão distante do Brasil, aguardamos ansiosos a definição de um plano de vacinação, ações concretas para acalmar angústias e ansiedades que aumentam no ritmo das novas altas de perdas humanas para o novo coronavírus – voltamos a superar os mil mortos num único dia. Pessoas infectadas – poderia ser eu ou você - também estão morrendo nas enfermarias à espera de um leito de UTI. Nunca será demais lembrar que o nosso comportamento neste fim de ano – o meu e o seu - impacta diretamente essa realidade. Não bastasse a Pandemia, a ONU nos alertou que o Brasil caiu cinco posições no ranking mundial de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e passou da 79ª para a 84ª posição, entre 189 países avaliados. E sugeriu: invistam em educação. O plano de um país que não seja mais desumanamente desigual passa por mais tempo na sala de aula, com professores valorizados. Então voltemos à capital federal. O Congresso Nacional aprovou, finalmente, o novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), a principal fonte de financiamento da educação básica e pública. “E se essa aprovação do novo Fundeb inaugurasse uma nova fase? De luta mais articulada e conquistas mais profundas no campo da justiça social? De um projeto de país capaz de olhar generoso com os mais pobres e vulneráveis. Pode parecer otimista demais. Mas e se conseguíssemos?”, me disse Priscila Cruz, presidente-executiva da organização Todos pela Educação. As escolas públicas ficaram ameaçadas de perder R$ 16 bilhões após pedidos de alteração no texto original. Mas, após muita mobilização, prevaleceu o bom senso. Na mesma votação, foi mantido o trecho que assegura um aumento importante no valor mínimo investido por aluno: R$ 3.700 para R$ 5.700, de forma escalonada até 2026. É o dinheiro indo para fundação do novo plano de país. “A Pandemia evidenciou muitas distorções, desigualdades e descasos. Na base disso está a ausência de uma visão clara de qual país queremos construir. A exceção foi a enorme conquista da aprovação do novo Fundeb, que conseguiu duas grandes vitórias: unir especialistas e políticos com históricos completamente distintos, concretizar uma política em que os entes da federação transferem recursos para os mais pobres, reconhecendo que alguns precisam de mais apoio e esforço que outros”, completou Priscila Cruz. Que seja o primeiro esboço de um verdadeiro plano de país.

FONTE: https://g1.globo.com/olha-que-legal/blog/pela-lente-da-gente/post/2020/12/19/nao-temos-um-plano-de-pais.ghtml

Aplicativos


Locutor no Ar

Ricardo trovo

MADRUGADA VOX

00:00 - 06:00

Peça Sua Música

Nome:
E-mail:
Seu Pedido:


Top 5

top1
1. Anderson Freire

Raridade

top2
2. Bruna Karla

Advogado Fiel

top3
3. Aline Barros

Casa do pai

top4
4. Anderson Freire

Acalma o meu coração

top5
5. Aline Barros

Ressuscita-me

Anunciantes