Vamos conversar com outras ideias

  • 15/10/2020

Aline Midlej media debate sobre políticas educacionais e trabalho em meio à pandemia “Pra mim, estar na educação é uma missão. É pegar os fios que foram rasgados durante anos dessas exclusões sociais, raciais, para tecer novamente esses fios que estavam soltos. Então, é uma missão de transformação, de pensar na possibilidade de uma igualdade. Utilizar novos olhares para setores que muitas vezes não são vistos.” Foi o que me disse Odara Dèlé, por telefone, quando perguntei sobre suas motivações profissionais. A professora, especialista em educação, cultura e relações étnico-raciais, empreende na educação para torná-la mais inclusiva e plural. Há dois anos, enquanto dava aulas na rede pública de ensino em São Paulo, criou um aplicativo lúdico e provocador: o Alfabantu. A ideia foi aproximar os alunos em alfabetização de uma língua angolana e, assim, trazê-los mais perto de uma das nossas raízes. Mas o acolhimento humano e a reconstrução dos laços em sala de aula são a maior preocupação dela neste momento de retomada. Os ajustes necessários depois de um baque que afastou a normalidade e expôs mudanças urgentes na maneira de ensinar, aprender e preparar nossos jovens para o mundo, para as oportunidades que também precisam se ampliar. Esse é um dos pontos de partida da segunda noite de conversas do Festival da GloboNews #ConverseComOutrasIdeias, que aconteceu nesta quinta. Você pode assistir como foi no vídeo acima. Debatemos nossos papéis nessa sociedade transformada pela pandemia. Fiz a mediação de uma potente roda de conversas que contou com a professora Odara e mais quatro agentes transformadores da realidade presente. Se a pluralidade já era uma busca, agora precisa ser um objetivo. Mais cimento afetivo pra pontes, mais força pra demolir muros. Como a gente dá conta de produzir novos sujeitos, novas vozes através das ferramentas tecnológicas? E, assim, propor novas possibilidades, mais diversas, garantindo uma vida mais plena e feliz para as pessoas? São perguntas que norteiam a caminhada de outros dois convidados nesta quinta-feira. A ativista social Cris dos Prazeres e o comunicador Gilberto Vieira. O investimento é na formação de jovens através do jornalismo e da tecnologia. “A gente é carente enquanto sociedade diversa. Ainda não temos diferentes olhares, pra além das narrativas oficiais. Por isso fui para o campo da comunicação comunitária”, me disse Gil. Do complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, estão saindo repórteres que praticam o jornalismo de dados, a partir das próprias vivências de privação. A informação vira estatística, notícia, conteúdo de transformação desses territórios e da cidadania. É a educação fortalecendo o sujeito e suas leituras de mundo, assim como defende o professor Sérgio Branco, outro convidado de hoje: “Se continuarmos a educar como sempre fizemos, nunca seremos capazes de preparar alguém para o futuro. Temos que mudar as habilidades que são necessárias”. E nesta intenção de um convite pelo engajamento coletivo, impossível não lembrar de uma frase célebre de Paulo Freire, neste dia do professor: “Quem ensina aprende ao ensinar, e quem aprende ensina ao aprender”. O aprendizado segue. Dentro da gente, e lá fora. Vamos?

FONTE: https://g1.globo.com/olha-que-legal/blog/pela-lente-da-gente/post/2020/10/15/vamos-conversar-com-outras-ideias.ghtml

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