Precisa doer, incendiar nosso conforto

  • 31/05/2020


Um protesta em frente a membros da Guarda Nacional que protegem uma área após protesto contra a morte de George Floyd em Minneapolis, nos EUA, nesta sexta-feira (29) Carlos Barria/Reuters Eles disseram não. Não, um policial não pode prensar o pescoço de uma pessoa contra o chão até deixá-la sem ar, enquanto ela pede pra não morrer e um celular registra tudo por dez minutos. Não, os pacientes internados com a Covid-19 não podem ser enumerados, assim como os profissionais que renunciam a própria vida para salvá-los. Não importa a cor, idade, conta bancária. A história, sim. Todas as histórias importam. E ninguém deveria precisar ser convencido disso. A gente precisa sentir. Precisa doer, incendiar nosso conforto. Os protestos em chamas na cidade americana de Mineápolis, nesta semana, depois da morte de George Floyd, pelo racismo, nos queimam. Queimaduras de inércia, impotência. De uma vergonha constrangida, talvez? Porque o racismo segrega, machuca, tortura e mata o tempo todo aqui, também. A culpa é do isolamento social que nos impede de sair e dizer “não” à asfixia diária de tantas violações e injustiças? Esse oxigênio já falta e faz tempo, o fogo dos americanos só colocam luz sobre a nossa cumplicidade. “O gatilho de uma arma é sempre precedido de um processo de desumanização anterior”, me disse o Marcos Queiroz, pesquisador de afrolatinidades e professor no Instituto Brasiliense de Direito Público. Isso foi durante uma breve troca que tivemos numa rede social, quando ele me alertou sobre uma constante naturalização de absurdos no Brasil. E em meio a tantos, em mais uma semana, conseguimos mostrar na GloboNews a humanização que salva. Na última segunda-feira, no Hospital das Clínicas de SP, Sabrina Ribeiro cantou "What a wonderful world" para um paciente que tinha acabado de receber alta. Era uma promessa da médica pra quando esse dia chegasse. E quando esse momento não chega, um colega da Sabrina tem um ritual de comunicação às famílias. Daniel Forte, especializado em cuidados paliativos, leva toda a equipe com ele na hora de contar aos parentes sobre a perda que tiveram. Médica conta rotina em ala crítica da Covid-19 do Hospital das Clínicas em São Paulo Para uma UTI funcionar são necessários 12 profissionais, que se adaptam a uma rotina brutal e inédita. No caso dessa equipe do HC, com um outro jeito de se relacionar entre si, com os doentes e seus familiares. Uma reinvenção, uma nova humanidade. “A equipe nunca trabalhou tão unida... Esse paciente não morre sozinho. Ele morre cercado por pessoas que lutaram por ele, que deram o seu melhor, e vão estar com ele até o fim”, contou Sabrina, emocionada. O mundo maravilhoso cantado por Louis Armstrong tem todas as cores. Estão num arco-íris que tocam os rostos de todos, assim como as árvores também florescem pra mim e pra você. Faz sentido, só pode ser maravilhoso ser for assim. Pra todo mundo.

FONTE: https://g1.globo.com/olha-que-legal/blog/pela-lente-da-gente/noticia/2020/05/31/precisa-doer-incendiar-nosso-conforto.ghtml

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